terça-feira, dezembro 16, 2008

Muralhas (exercício de escrita)

Quando o meu olhar cruza o teu; quando os meus olhos poisam nos teus; quando me fixo em ti e os meus olhos entram pelos teus, sondando a tua alma; todo o meu corpo estremece e transpira de dor!
Porque a tua alma me está vedada!
Como uma muralha de pedra ancestral, tu fechas-te a mim, intrasponível...
Mas! Lentamente, como um exército que acerca esse teu castelo fechado, vou apertando o cerco, encostando as minhas torres de assalto às tuas ameias, embatendo os meus arietes contra os teus portões trancados, minando por baixo lentamente, as muralhas, com todo o tempo do mundo.
Tal como na conquista de Tróia, onde ambos os lados se degladiam no infinito à procura da glória e do amor...
Eu espero!
Aos poucos, pedra a pedra vou desgastando essa tua muralha, até que um dia ruirá de vez...
E tu te entregarás a mim!
To: M

3 comentários:

Anónimo disse...

Ai ai... o amor é lindo... eheheheh
ÓOOOOOOO M. por acaso lês o blogue do meu primo? Se lês... estás à espera de quê, hein?
Beijos, gajo do meu coração
Angie

arco-íris negro disse...

Calculo que o amor seja lindo, presentemente, como sabes, mete-me nojo :D
Fora isso, o texto está lindo como sempre...keep kicking ass!!

Adelaide disse...

As muralhas, hum... é preciso persistência, mas caem.
Jitos