domingo, abril 18, 2010

Man From Earth


Boas amigos(as) ontem vi um filme que a meu ver é dos mais bem conseguidos dos últimos tempos.
O filme chama-se “Man From Earth”, foi escrito por Jerome Bixby’s, conhecido escritor de contos de ficção científica e de episódios de séries fantásticas como a “Twilight Zone” ou o “Star Trek”.
Este filme, bastante simples visualmente e feito com um pequeno orçamento vem provar mais uma vez que não são necessários milhões de dólares e carradas de efeitos especiais para contar uma boa estória e principalmente que essa estória nos ponha a pensar e a interrogar-nos a nós próprios sobre várias questões que nos aparecem e que destroem por completo tudo aquilo que sempre julgamos certo e imutável.
O filme conta a estória de um professor (John Oldman, até o nome é uma metáfora), que se encontra em casa a fazer uma mudança juntamente com a sua amiga/namorada também professora de História Sandy, quando surgem mais uns quantos colegas professores e cientistas que se juntam a eles para se despedirem.
Esse grupo de amigos/colegas professores é constituído por um biólogo, um antropólogo, um arqueólogo que vem acompanhado com uma aluna, uma professora de literatura e cristã convicta e por um psiquiatra que se junta a eles mais tarde e que tem um papel muito importante e revelador no final do filme.
Aquando das despedidas e após várias insistências dos seus colegas sobre quais as razões que o levam a ir embora, John Oldman resolve primeiro lentamente e sob a forma de hipótese revelar-lhes a verdade: Que ele tem cerca de 14000 anos de idade, nasceu na época do Homem de Cro-Magnon e que por alguma razão nunca por ele descoberta não envelhece nem morre.
A partir deste ponto a acção vai-se desenrolando sempre na forma de conversa entre ele e os seus colegas professores que lhe vão colocando inúmeras questões técnicas, históricas e científicas às quais ele apresenta sempre argumentos que refutam a sua história.
Ele conta as mudanças de clima, a era glaciar e o degelo, o início das grandes civilizações tais como os Sumérios e Fenícios, a sua ida para a Índia onde viveu e estudou com o próprio Buda, a sua relação com a(s) religião(ões), sempre sendo questionado pelos seus colegas.
O filme vai tendo um crescendo de emoção atingido o clímax quando ele conta a sua participação na criação do Cristianismo abalando por completo a sua colega de literatura que como atrás disse é uma católica convicta.
Após isso e para não magoar mais os colegas ele desmente tudo o que disse e conta que foi tudo uma brincadeira de mau gosto, o que leva os seus colegas a irem embora exceptuando Sandy à qual ele continua a contar a sua história e que vai dar origem a uma revelação final surpreendente.
Tal como disse ao início este filme é todo passado na casa de John Oldman, onde os intervenientes falam uns com os outros, num crescendo de emoção, dúvidas e incertezas sobre tudo o que por eles são certezas e dados adquiridos, criando um ambiente intimista e um pouco melancólico, fantástica a parte em que ele junto à lareira da casa põe uma peça de Bethoveen a tocar aumentando o dramatismo de toda a cena.
Outra particularidade deste filme é que os produtores o puseram acessível a todos para download na internet como forma de divulgação do mesmo.
Adorei este filme, bastante simples visualmente mas com uma estória que nos prende ao ecrã e que nos levanta uma série de dúvidas, recomendo-o a toda a gente.
Pipas


3 comentários:

Maldonado disse...

Muito interessante! :)
Adoro temáticas destas. Vou tentar ver o filme... ;)

LitZine disse...

Olá!

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Gingerbread Girl disse...

Este filme é fantástico! Vi-o há uns dois anos e tocou-me imenso.
Incrível como sem sequer saírem daquela sala, conseguem prender uma pessoa ao ecrã.
A história está sublime. Muito bem conseguida mesmo.


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