Espaço onde eu deixo as opiniões, dúvidas e desabafos sobre o que se passa por esse mundo fora e cá dentro. E já agora onde também deixo umas sugestões para passar o tempo.
Aqui está!!!! Dia 12 Setembro lá estarei para assistir ao concerto dos "Grandes" Supertramp, uma das minhas bandas de eleição no Pavilhão Atlantico. Vai ser espectacular de certeza, poder ouvir ao vivo músicas imortais tais como "School"; "Rudy"; "Goodbye Stranger" e outras mais que nos acompanham desde os anos 70. Fiquem bem Pipas
Faz hoje 33 anos (tantos como eu tenho de vida) que morreu o por muitos considerado "Pai" do Rock N' Roll - Elvis Presley.
Elvis Presley foi sem dúvida e continua a ser um ícone e um ídolo para muita gente, a sua música marcou uma era e deu início ao que poderemos chamar "música moderna" e "Rock".
Uma grande perda sem dúvida mas tal como todos os outros que se seguiram (James Dean, Jim Morrisson, Hendrix e até mesmo mais recentemente Kurt Cobain ou Heather Ledger), também a sua morte em circunstâncias até hoje nunca bem esclarecidas (muitos ainda dizem que ele está vivo), serviu para criar a imagem de ícone que temos dele.
Polémicas à parte Elvis é uma das figura ímpares e de grande importância do séc. XX.
Esta é a minha humilde mas sentida forma de deixar um último adeus a um grande actor e Homem.
António Feio era um grande artista, não apenas como actor mas também como encenador, fez as delícias de todos os portugueses, com os seus trabalhos com o José Pedro Gomes, nomeadamente com as "Conversas da Treta" mas também em trabalhos mais sérios e de grande qualidade tanto no teatro como na televisão.
Portugal hoje ficou mais pobre, mas de certeza que a sua obra irá perdurar na memória de todos nós.
Recentemente vi outro filme de um dos meus realizadores preferidos, que foi este "Broken Flowers" do Jim Jarmusch.
Este filme conta a estória de Don, um verdadeiro "Don Juan" dos tempos modernos, que no preciso dia em que a sua última companheira sai de casa recebe uma carta anónima de uma suposta "ex" de há 20 anos atrás a dizer-lhe que tem um filho dele e que esse mesmo filho saiu de casa à sua procura.
A partir deste mote, Don instigado pelo seu vizinho Wiston, pai de família com três empregos e com aspirações a detective, parte numa viagem pelos Estados Unidos à procura da suposta mãe desse seu filho.
Don para além da viagem pelo país, faz também uma viagem introspectiva à sua vida, ao seu passado, às opções que tomou ao longo da mesma, ao que ele se tornou e como será a vida por diante.
Este filme pode-se considerar uma comédia, com cenas bastante engraçadas e diálogos inteligentes mas vive sobretudo dos equívocos e embaraços que Don vai tendo e dos silêncios que falam mais que as palavras, que são uma especialidade e normais nos filmes de Jarmusch.
Com um elenco de luxo, podemos ver Bill Murray no papel de Don e outros mais como a Sharon Stone, Jeffrey Wright, Jessica Lange entre outros.
Jarmusch com este filme ganhou o grande prémio do júri do Festival de Cannes.
Tudo bons ingredientes para se ver este filme com atenção, recomendo-o.
Ontem aproveitando o facto de ter saido mais cedo do trabalho e ter feito a travessia do Tejo no cacilheiro, saindo no Cais do Sodré, resolvi subir a Rua do Alecrim e ir a essa maravilha que é a Trem Azul, essa loja especializada em Jazz e base da editora do mesmo género musical que é a Clean Feed que tanto furor tem feito no mundo do Jazz.
Como sempre a escolha era imensa e sempre difícil de fazer mas lá optei por comprar estes dois fabulosos albuns.
O primeiro é o "Interstellar Space" do grande John Coltrane acompanhado à bateria por Rashied Ali, um album de Free Jazz e improvisação que só foi editado primeiramente em 1974 já depois da morte de Coltrane e depois em 2000 em CD (esta foi a versão que comprei), com duas faixas extra que não constavam no album original.
O segundo é o "Carlos Bica + Matéria Prima", album que reune gravações das actuações na Culturgest, Casa Da Música e no Museu do Oriente" desta formação de músicos de Jazz que tem à cabeça Carlos Bica, reconhecido músico (contrabaixista) e compositor, Mathias Schriefl jovem alemão e grande revelação no trompete, João Paulo no piano, Mário Delgado na guitarra eléctrica e João Lobo na bateria. Um album sem dúvida excelente que traz sete músicas originais de Carlos Bica, uma de João Paulo e duas versões de outra músicas.
Já ouvi ambos e são excelentes uma óptima compra sem dúvida.
Hoje na minha habitual volta aos blogues que sigo e leio, descobri com alguma tristeza que a Livraria Trama ia fechar.
A Livraria Trama que fica (ficava) na Rua São Felipe Nery, uma transversal ao Largo do Rato, é a par da Livraria Poesia Incompleta, Pó Dos Livros, Assírio e Alvim e outras, uma das melhores livrarias independente de Lisboa.
Em actividade durante cerca de 3 anos, a Livraria Trama para além de vender livros, também organizava eventos no espaço da mesma, dando a conhecer muita música e projectos novos, sempre num ambiente informal e divertido.
Apesar de não ter sido um cliente assíduo da mesma, fui lá por diversas vezes, uma dessas ocasiões foi num dos encontros mensais da tertúlia do fórum sobre literatura ("Bad Books Don't Exist"), a que eu pertenço.
Fico triste com o fecho da mesma, mas felizao mesmo tempo, porque como li no blogue d' A Trama, este fecho vai ser temporário, avizinhando-se já uma nova Trama num futuro próximo.
À Trama e à sua "equipa", um abraço e as maiores felicidades nos projectos futuros que aguardamos com ansiedade.
Ao contrário do que tem sido habitual nos anos passados este ano "faltei" ao Santo António em Lisboa.
As razões foram muitas e variadas, a minha vida profissional tem sido muito exigente, tenho tido muito pouco tempo de descanso, houve igualmente vários acontecimentos na minha vida privada (ver post anterior) que me deixaram em baixo e com pouca vontade para festas.
Apesar de tudo este fim de semana teve coisas boas, consegui estar com a P., após quase um mês sem nos vermos por causa da nossa vida profissional, descansei, fomos jantar fora os dois, recuperamos o tempo perdido... Enfim recuperei energias e vontade para mais duas semanas de trabalho bem difícil que se aproximam.
Por um lado tive imensa pena de não ter ido às festas, mas por outro também me soube bem este fim de semana sossegado e descansado, para o ano há mais e se tudo correr bem lá irei divertir-me como os anos passados.