quarta-feira, janeiro 09, 2008

Vá o diabo e escolha... Qual deles o melhor???

Olá, hoje venho falar-lhes de dois acontecimentos que a meu ver são os mais importantes deste dia e para já da semana toda.
Um é nacional, directa mas internacional indirectamente e o outro é apenas internacional mas de grande importância para todos nós.
Começando naturalmente pelo acontecimento nacional. Mais uma vez, o nosso "querido e adorado" primeiro ministro, o srº Engenheiro?? (será) Sócrates dá o dito por não dito, troca o nome às coisas e lá se foi o referendo... Ou seja uma das suas promessas eleitorais e cavalo de batalha durante a campanha eleitoral, enfim porque será que estas coisas já não me surpreendem?
O sr. primeiro ministro e restantes membros deste governo que nos governa(?) para ficarem bem vistos perante os grandes senhores da Europa e com medo de represálias dos mesmos, abandonou a ideia de um referendo em que todos nós cidadãos deste país poderíamos decidir se aceitávamos ou não o Tratado de Lisboa (ex Constituição Europeia) tal como fizeram a França e a Holanda e onde essa constituição chumbou.
Com medo que isso acontecesse em Portugal (até parecia mal no país que dá o nome ao tratado ser também um dos que o não aceitasse), o srº sakorzy, o srº Brown e a srª Merkel, que por acaso até são os chefes de estado dos países mais poderosos da Europa e que só têm a ganhar com a aprovação do tratado, influenciaram o nosso srº primeiro ministro (que até nem é nada engraxador) a desistir da ideia do referendo e ratificar o tratado no parlamento onde o partido dele tem a maioria absoluta e o apoio do maior partido da oposição neste assunto e conta inclusivé com o apoio do também nosso Presidente da República o srº profº dr. Cavaco Silva.
Agora pergunto eu?
Que raio de país é este que se dobra às vontades e quereres de países terceiros?
Se isto é o significado de uma Europa unida, assim dispenso.
Sim quero uma Europa unida! Mas uma Europa unida na livre circulação de pessoas, bens, na educação, na cultura, na assistencia social, etc, e em que todos os países e povos tenham liberdade de expressão e o mesmo peso na representatividade e governação da mesma. Não quero uma Europa em que apenas três países governam e os restantes têm de andar ao sabor das suas vontades e caprichos. Mas como o nosso srº primeiro ministro tem uma lábia muito grande, desculpa-se que o referendo que supostamente iria ser realizado, era sobre a Constituição Europeia, Constituição essa que foi cancelada, dando origem ao tão famoso Tratado de Lisboa, (mais uma engraxadela do nosso governo), como é um tratado e não uma constituição já não necessário referendiar. O problema é que esse tratado é um "copy/paste" da mesma. Mudou-se o nome e um ou outro ponto menor, mas o grosso e o essencial continua.
Quem é que estes srºs pensam que querem enganar? Nós somos pessoas, cidadãos deste país, merecemos respeito, não que nos tratem como analfabetos e estúpidos, cada vez tenho mais vergonha da nossa classe dirigente, que coloca à frente os interesses e a imagem deles do que os verdadeiros interesses do país e dos cidadãos.
O outro acontecimento, é a visita do srº Presidente dos E.U.A. ao médio oriente.
Como é possível este srº ser tão hipócrita?? Depois de ter causado tudo o que causou, nomeadamente a guerra do Iraque, guerra do Afeganistão, a vergonha das operações de socorro aquando do furacão Katrina no seu próprio país, os milhares de pessoas que já morreram devido às suas políticas de "cowboy" e "polícia do mundo", os escândalos com os seus "Homens fortes", tais como: Chenney, Wolfowitz, e tantos outros, as mentiras dos serviços secretos, as escutas, enfim tantas barbaridades que foram cometidas em seu nome e com a sua aprovação, vem agora ao médio oriente como se fosse um anjo salvador que em menos de nada vai resolver os problemas entre os Israelitas e Palestinianos, com o Irão, com o restante mundo àrabe...
Enfim, srº Bush não é agora num ano que lhe falta (felizmente) para terminar o mandato que vai limpar o seu nome, ponha-se em si e corrija todo o mal que fez, termine a guerra, retire os soldados, cuide do seu país que bem precisa e deixe o dos outros em paz, cada um sabe de si, não precisamos de polícias, nem de "cowboys"
Hoje já chega, já foi bem longo este "desabafo"
Abraços
Pipas


segunda-feira, janeiro 07, 2008

Último adeus Luiz Pacheco

Meus amigos, hoje é um dia muito triste para a literatura contemporânea Portuguesa.
Faleceu Luiz Pacheco...

sábado, janeiro 05, 2008

Cá estou eu...

Pois é... Eu sei há mais de seis meses que não ponho cá os pés...
Uma falta imperdoável e tanta coisa engraçada e menos engraçada se passou entretanto na minha vida, no mundo e na nossa sociedade, tantos acontecimentos que eu podia ter comentado, analisado, dado a conhecer e nada, caí no marasmo meus amigos, peço as minhas humildes desculpas... E sim, eu sei que já sou reincidente neste assunto. Mas!!!!
Novo ano, nova vida no meu caso literalmente, porque acabei em beleza o ano passado como se costuma dizer. Esta minha existência pacata e simples, foi abalada pela última coisa que eu imaginava que me ia acontecer... Apaixonei-me!!! Parece coisa de adolescente, mas é a pura das verdades e sinto-me muito bem com isto, com esta história do amor, felizmente recíproco, visto que ela também se apaixonou pela minha pessoa.
Portanto com este entusiasmo todo, é mais do que natural que volte ao nosso blogue e recomece esta minha pequena actividade em que partilho as minhas opiniões, gostos, receios e dúvidas com quem esteja interessado a ler estas minhas "baboseiras".
Vou tentar (friso tentar) vir aqui com regularidade nem que seja só para escrever uma ou duas linhas sobre algo, para não manter o blogue inactivo outra vez. Posto isto deixo uma sugestão:
Recomendo a todos que oiçam as músicas de um artista norte-americano que se chama Tom Morello.
Tom Morello é um esplêndido guitarrista e pertenceu a grupos tais como: "Rage against the machine" e os "Audioslave". Durante este ano, dedicou-se à divulgação de um projecto seu que se chama "The Nightwatchman" e é precisamente esse projecto que eu quero dar a conhecer e divulgar.
Tom Morello para além de músico é um lutador dos Direitos Humanos e a forma que ele tem de lutar é justamnete através da música e foi isso precisamente que ele fez com o "The Nightwatchman", em que usa a música e canções com letras em que denuncia o que de mal se faz e acontece na nossa sociedade, mais particularmente na dos Estados Unidos da América, sob a administração de Bush.
Recomendo a todos que escutem e se conseguirem leiam as letras das canções dele, para além deste projecto musical, fundou juntamente com Serj Tankian, vocalista dos System of a Down uma organização não governamental que se chama "Axis of Justice" que chama a atenção dos problemas e das desigualdades sociais através da música e dos artistas.
Aqui deixo o link do "axis of justice" e um video clip do "The Nightwatchman" para poderem ver e ouvir o que aqui vos disse.
Boa noite e até breve
Pipas

www.axisofjustice.org


quinta-feira, junho 14, 2007

"E se eu gostasse muito de morrer"

“E se eu gostasse muito de morrer”,

Este livro foi escrito por Rui Cardoso Martins (n. 1967). Rui Cardoso Martins é jornalista, tem uma coluna no jornal “Público” e para além disso tem no seu currículo como argumentista das “Produções Fictícias” textos do programa satírico “Contra – Informação”; a autoria do guião do filme “Zona J”, realizado por Leonel Vieira e também a autoria de textos para a “Conversa da treta” representada por António Feio e José Pedro Gomes, foi igualmente co-autor da série “Sociedade Anónima”. Com este currículo todo era natural que escrevesse um livro e foi isso que fez.

A acção deste livro, passa-se numa cidade do Alentejo, cujo nome nunca é mencionado no texto mas depreende-se que seja em Portalegre, devido a várias pistas dadas pelo autor no decorrer do texto. Para além de ser passado no Alentejo, passa-se também na actualidade, porque as personagens têm telemóvel, Internet, coisas que fazem parte da nossa vida actual e sem as quais a maioria de nós não vive tal como as personagens deste livro.

O autor pegou na temática do suicídio, que tal como ele referencia em epígrafe no livro é mais incidente nesta zona do país do que no restante e a partir daí desenvolve uma história ou talvez várias histórias com elementos comuns em que os personagens e o espaço da cidade e arredores interagem entre si, criando um encadeamento perfeito.

A personagem principal deste livro, é um jovem cujo nome verdadeiro nunca é mencionado mas sim as suas alcunhas, sendo a mais utilizada e pela qual é conhecido no livro, a de “Cruzeta”.

“Cruzeta”, é um jovem que tal como os jovens de hoje, vive o seu dia a dia, atribulado e com várias dúvidas sobre si próprio e sobre o sentido da sua vida. Condicionado à pequenez das cidades de província, nomeadamente no Alentejo, cuja vida monótona e agarrada às tradições, limita a sua existência e a dos seus amigos.

O autor, para alem do “Cruzeta”, cria uma série de personagens, uns amigos dele, outras simples pessoas da terra, cujas histórias mostram bem o arquétipo das pessoas e da vida de província, com todos os seus vícios, hipocrisias, bondades e maldades, acontecimentos bons ou maus que moldam a personalidade das gentes do nosso país.

Essas personagens, tais como: o “Carloto” com a sua camisa às cornucópias, o “Zeca” com o seu amor/ódio ao pai, o “Chico” que foi forçado a deixar a escola para trabalhar com o pai no monte e que também tem importância para o desenvolvimento da narrativa, e outros mais que tal como foi referido atrás com as suas histórias e episódios de vida, contribuem para a construção e interligação da narrativa.

Umas das partes mais importantes a meu ver deste livro, é a parte em que se narra o massacre de “Wiryamu”, em que o exército português massacrou uma aldeia de cerca de 400 pessoas em Moçambique durante a guerra colonial e a participação do bispo da cidade nesse acontecimento, que vai dar seguimento a outra parte “deliciosa” do livro em que o “Cruzeta” tem uma conversa/confissão na casa do bispo, em que o autor expõe muito bem a dualidade das pessoas, na figura do bispo, “…sabe o que é estar anos a fio, desde jovem sacerdote, entre duas frentes de batalha, entre a brutalidade da tropa e dos guerrilheiros…”, e a crítica à actuação da igreja e aos ideais e falta de conhecimento das gerações mais novas sobre esse período da nossa história contemporânea.

“Rui Cardoso Martins”, vai igualmente utilizar o seu livro para falar da nossa actualidade, desde os incêndios, a sinistralidade automóvel em Portugal, aos terroristas e bombistas suicidas de Londres, Madrid e “…mais tarde ou mais cedo em Lisboa…”, a Internet com todas as suas coisas boas e más, desde “chats” onde se pode combinar suicídios, formas para se suicidar e até mesmo pessoas que se oferecem para “suicidar” outras, até à “…fome pelo conhecimento verdadeiro…”

O autor faz também referências culturais na obra, desde a inserção de excertos de poemas de “José Régio”, à discussão de obras de “Dostoievski” tais como “Crime e Castigo” que abarcam a temática da morte. Outra forma original que o autor encontrou para o encadeamento dos episódios, é a inserção de “recortes de jornal”, notícias de suicídios tal como a da jovem e da idosa que se suicidam no mesmo dia à mesma hora mas em partes diferentes da cidade, “epitáfios” nas campas, “cartas”, “minutas” etc.

O final da história é de uma surpresa e concepção fantástica, que deixa em aberto muita coisa… “Não perca o próximo episódio”

Este livro a meu ver está muito bem conseguido, de uma genialidade simples, de fácil leitura mas que faz uma crítica intensa ao nosso pequeno Portugal, com tudo o que tem de mau e de bom, tal como o “Que diz Molero” de “Diniz Machado” (cujos traços se podem observar também neste livro) na altura, este livro foi uma “lufada de ar fresco” na literatura Portuguesa dos últimos anos.

Recomendo a todos a sua leitura.

domingo, abril 08, 2007

Telenovelas

Hoje venho apresentar uma dúvida que me tem atormentado à uns dias.
Todos nós sabemos que desde o advento da televisão privada em Portugal, tem havido uma proliferação de telenovelas nacionais. O que para mim até é bom, porque infelizmente neste país, quem quer viver da representação, tem de trabalhar na televisão e fazer telenovelas, porque o teatro e o cinema não dão para o sustento. Apesar disso, até têm surgido actores e actoras, com algum talento, mas também outros que nem por isso mas enfim...
Mas a dúvida que venho colocar, é a seguinte:
Actualmente, na TVI está a passar uma telenovela em que a acção da história se passa nos Açores, na ilha de São Miguel, o que também acho muito bem, porque é uma ilha bem linda e aliás, todas elas o são e merecem ser divulgadas, mas o problema é que ninguem fala com sotaque dos Açores???
Eu vivi dois anos e uns meses nos Açores, mais propriamente na cidade da Horta, ilha do Faial (este ano vou lá passar uma semana de férias) e sei, de experiencia própria, que as pessoas dos Açores, têm vários sotaques, conforme a ilha ou até mesmo a região da ilha, visto haver ilhas com vários sotaques e acho graça nessa telenovela ninguem ter sotaque, nem parece que "estamos" nos Açores, mais! Até uma telenovela que passou à algum tempo que era passada no Porto, também ninguem tinha sotaque.
Já que fazem tantas telenovelas, para vender e fazer guerra de audiencias, ao menos sejam minimamente realistas e tomem atenção a esses pormenores, basta ver os nossos "primos" do Brasil, cuja indústria de telenovela é um mundo dentro da televisão, que quando faz uma passada por exemplo na Bahia, pôe toda a gente a representar com sotaque dessa região.
Eu sei que podem ser pormenores sem importancia, mas ao menos sejamos realistas e verdadeiros.
Boa noite
Pipas

quinta-feira, abril 05, 2007

"Nossa Senhora de Paris"

Boa noite, tal como prometido, hoje vou falar sobre o livro que entretanto já acabei de ler. Esse livro como referenciei no último post, é o "Nossa Senhora de Paris" de Victor Hugo, um dos maiores escritores de todos os tempos.
Este romance, talvez seja mais conhecido por outro nome, pelo qual estamos mais familiarizados através das produções da Disney, que fizeram uma adaptação para animação desta história e a que deram o nome de "O Corcunda de Notre Dame". Exacto, é a história de Quasímodo e dos amores que a bela cigana "Esmeralda" provoca nele e em "Claudio Frollo", arcediago (padre), (da igreja de "Notre Dame"), seu protector. Amor esse não correspondido, visto Esmeralda estar apaixonada por Febo, jovem oficial da guarda.
Esta é a história desse triangulo amoroso e das suas desventuras, em que há um encandeamento e uma espiral na história das várias personagens que como ao bom estilo romãntico em que Victor Hugo está enquadrado, acaba sempre em tragédia.
Mais não digo sobre a história...
Este livro, tem como particularidade, a sua estrutura, visto que Victor Hugo, não tem uma narrativa corrida, coesa, intervalando os acontecimentos do romance, com descrições históricas e sociais da Paris de 1500 e comparando-a à da sua época. Além da descrição da Paris do fim da época medieval, Victor Hugo também descreve e aí talvez entre o verdadeiro protagonista desta história que é a catedral de "Nossa Senhora de Paris" e a arquitectura gótica. Victor Hugo descreve com enorme exactidão e pormenor toda a arquitectura, escultura, etc. relativa à catedral e restante arquitectura de Paris.
É um livro grande, a edição que li tem mais de 500 páginas, por vezes um pouco monótono para quem não esteja interessado nas descrições históricas, sociais e arquitectónicas, que intervalam a acção das personagens, mas por outro lado quem se interessa por essas coisas (como é o meu caso), o livro é fantástico e muito bem escrito e entusiasmante, apesar do seu tamanho.
A meu ver é um livro que para quem se interesse por história ou história de arte, de indispensável leitura.
Boa noite
Pipas

terça-feira, abril 03, 2007

Musica on-line

Hoje ao ler o jornal, descubro com grande satisfação que a EMI, uma das maiores editoras mundiais, mais a Apple, que todos nós sabemos quem é, (mas na eventualidade de alguem não saber, aqui fica, são fabricantes de computadores e criadores do famoso ipod, leitor de audio digital, o vulgo mp3), vão colocar músicas à venda no itunes, (loja virtual de venda de música on-line), sem estarem protegidas por DRM (digital rights management), o que vai permitir que as músicas possam ser descarregadas em qualquer suporte digital que leia mp3, tal como outros leitores que não o ipod (que é o meu caso particular), cd´s, numero ilimitado de computadores, etc. . As musicas com DRM, só podem ler lidas nos ipod's e descarregadas para um número limite de cinco computadores. A EMI e a Apple, estão em conversações mas uma coisa é certa as músicas sem DRM, terão uma qualidade superior, mas também serão mais caras, dos habituais 0,99euros, serão 1,29euros. Apesar de serem mais caras, acho é um importante passo para a liberalização da venda de música on-line e combate à pirataria, para quando o mesmo passo das outras grandes editoras mundiais, aguardaremos com expectativa.

Outro assunto, estou a acabar de ler um livro, um clássico (talvez poderemos chamar-lhe assim) do Victor Hugo, esse grande escritor. O livro é a "Nossa Senhora de Paris" e como não poderia deixar de ser, não tenho nada a apontar, fica prometido depois de acabar de ler uma opinião alargada sobre o mesmo.
Por fim vou deixar-vos mais um video, este de umas senhoras que tinham um grupo com o nome de "Shakespear Sisters" e que não sei porque, gosto particularmente desta música "Stay" e respectivo vídeo.
Boa noite, abraço
Pipas




segunda-feira, abril 02, 2007

"Frases"

Hoje ao ler o jornal, descobri estas duas frases, que achei deveras interessantes:

"Somos um povo que vive de mesquinharia, da pequena inveja, de chico-espertice, do "não vá o gajo ficar-se a rir de mim"".
Carla Machado in Público

"Quando as elites acham que o povo é um bocado estúpido, até que ponto são elas sinceramente democráticas?"
Pedro Magalhães in Público


Na minha opinião, são duas frases que muito resumidamente e concisamente, descrevem o nosso modo de estar e pensar, neste pequeno rectângulo à beira-mar plantado, deixo à vossa consideração.
Boa noite
Pipas