quinta-feira, junho 17, 2010

Livraria Trama

Hoje na minha habitual volta aos blogues que sigo e leio, descobri com alguma tristeza que a Livraria Trama ia fechar.
A Livraria Trama que fica (ficava) na Rua São Felipe Nery, uma transversal ao Largo do Rato, é a par da Livraria Poesia Incompleta, Pó Dos Livros, Assírio e Alvim e outras, uma das melhores livrarias independente de Lisboa.
Em actividade durante cerca de 3 anos, a Livraria Trama para além de vender livros, também organizava eventos no espaço da mesma, dando a conhecer muita música e projectos novos, sempre num ambiente informal e divertido.
Apesar de não ter sido um cliente assíduo da mesma, fui lá por diversas vezes, uma dessas ocasiões foi num dos encontros mensais da tertúlia do fórum sobre literatura ("Bad Books Don't Exist"), a que eu pertenço.
Fico triste com o fecho da mesma, mas felizao mesmo tempo, porque como li no blogue d' A Trama, este fecho vai ser temporário, avizinhando-se já uma nova Trama num futuro próximo.
À Trama e à sua "equipa", um abraço e as maiores felicidades nos projectos futuros que aguardamos com ansiedade.
Fiquem bem
Pipas

segunda-feira, junho 14, 2010

Stº António 2010 - Eu não fui...


Ao contrário do que tem sido habitual nos anos passados este ano "faltei" ao Santo António em Lisboa.
As razões foram muitas e variadas, a minha vida profissional tem sido muito exigente, tenho tido muito pouco tempo de descanso, houve igualmente vários acontecimentos na minha vida privada (ver post anterior) que me deixaram em baixo e com pouca vontade para festas.
Apesar de tudo este fim de semana teve coisas boas, consegui estar com a P., após quase um mês sem nos vermos por causa da nossa vida profissional, descansei, fomos jantar fora os dois, recuperamos o tempo perdido... Enfim recuperei energias e vontade para mais duas semanas de trabalho bem difícil que se aproximam.
Por um lado tive imensa pena de não ter ido às festas, mas por outro também me soube bem este fim de semana sossegado e descansado, para o ano há mais e se tudo correr bem lá irei divertir-me como os anos passados.
Fiquem bem
Pipas

quinta-feira, maio 27, 2010

Hoje perdi um amigo...



Hoje preciso de desabafar… Há muito que não escrevo nada devido a vários factores, desde a minha vida profissional, à minha vida pessoal e social e até mesmo (e principalmente) aos ataques de preguiça e falta de vontade para escrever.

A minha vida mais ou menos tem corrido bem, apesar de passar muito tempo fora os problemas e dificuldades que eu passei no ano de 2008 e metade do ano de 2009 foram (quase) resolvidos, conheci uma pessoa pela qual me apaixonei e ela por mim, estamos muito felizes juntos (ou o pouco que passamos juntos), tudo vai como se diz na gíria popular e também na gíria do meu trabalho, de "vento em popa".

Mas infelizmente a vida não é perfeita e houve dois acontecimentos nestes últimos tempos que me deixaram de rastos e um deles chegou até a interferir com a minha relação com a P.

Não vou especificar o primeiro aqui porque envolve terceiros que me são muito próximos e não vale a pena nem é conveniente expor vidas privadas aqui na internet, mas resumindo foi que houve uma pessoa que sempre foi o meu modelo e inspiração que de um dia para o outro deitou tudo isso por terra, fazendo-me sentir traído, como que se tudo o que de bom que vi e aprendi com ele desaparecesse de um momento para o outro, foi como se o mundo desabasse a meus pés.

O segundo aconteceu hoje, ou melhor tive a notícia hoje de manhã, e foi o falecimento do meu camarada de serviço com quem eu lido (lidava) quase todos os dias, chegando a passar mais tempo com ele do que com a P. e com a minha família.
O Catalão, era uma pessoa fantástica, um excelente profissional, um camarada e amigo, nós os dois nos completávamos, um ao outro, tínhamos um convívio enorme, éramos confidentes um do outro, quando ele tinha problemas pessoais ou eu, sabíamos que tínhamos sempre um ombro e um amigo para nos apoiar e aconselhar, quando em missões fora, saiamos, divertíamo-nos os dois e com o resto do pessoal, noitadas em Portimão, em Ponta Delgada, petiscadas e "almoçaradas" em Tróia, enfim tudo o que a vida tem de bom…

Mas a vida prega-nos partidas… E com ele foi cruel, deixou-o num momento de felicidade, junto aqueles que ele mais amava, no auge da juventude, desfazendo os sonhos e projectos futuros que ele tinha para ele e para a família.

A vida é má e injusta, o que agora é bom e parece perfeito no segundo a seguir é terrível e miserável, sei que o contrário também acontece mas infelizmente cada vez vejo mais infelicidade e azar em vez de alegria e felicidade…Fiquem bem

Pipas

domingo, abril 18, 2010

Man From Earth


Boas amigos(as) ontem vi um filme que a meu ver é dos mais bem conseguidos dos últimos tempos.
O filme chama-se “Man From Earth”, foi escrito por Jerome Bixby’s, conhecido escritor de contos de ficção científica e de episódios de séries fantásticas como a “Twilight Zone” ou o “Star Trek”.
Este filme, bastante simples visualmente e feito com um pequeno orçamento vem provar mais uma vez que não são necessários milhões de dólares e carradas de efeitos especiais para contar uma boa estória e principalmente que essa estória nos ponha a pensar e a interrogar-nos a nós próprios sobre várias questões que nos aparecem e que destroem por completo tudo aquilo que sempre julgamos certo e imutável.
O filme conta a estória de um professor (John Oldman, até o nome é uma metáfora), que se encontra em casa a fazer uma mudança juntamente com a sua amiga/namorada também professora de História Sandy, quando surgem mais uns quantos colegas professores e cientistas que se juntam a eles para se despedirem.
Esse grupo de amigos/colegas professores é constituído por um biólogo, um antropólogo, um arqueólogo que vem acompanhado com uma aluna, uma professora de literatura e cristã convicta e por um psiquiatra que se junta a eles mais tarde e que tem um papel muito importante e revelador no final do filme.
Aquando das despedidas e após várias insistências dos seus colegas sobre quais as razões que o levam a ir embora, John Oldman resolve primeiro lentamente e sob a forma de hipótese revelar-lhes a verdade: Que ele tem cerca de 14000 anos de idade, nasceu na época do Homem de Cro-Magnon e que por alguma razão nunca por ele descoberta não envelhece nem morre.
A partir deste ponto a acção vai-se desenrolando sempre na forma de conversa entre ele e os seus colegas professores que lhe vão colocando inúmeras questões técnicas, históricas e científicas às quais ele apresenta sempre argumentos que refutam a sua história.
Ele conta as mudanças de clima, a era glaciar e o degelo, o início das grandes civilizações tais como os Sumérios e Fenícios, a sua ida para a Índia onde viveu e estudou com o próprio Buda, a sua relação com a(s) religião(ões), sempre sendo questionado pelos seus colegas.
O filme vai tendo um crescendo de emoção atingido o clímax quando ele conta a sua participação na criação do Cristianismo abalando por completo a sua colega de literatura que como atrás disse é uma católica convicta.
Após isso e para não magoar mais os colegas ele desmente tudo o que disse e conta que foi tudo uma brincadeira de mau gosto, o que leva os seus colegas a irem embora exceptuando Sandy à qual ele continua a contar a sua história e que vai dar origem a uma revelação final surpreendente.
Tal como disse ao início este filme é todo passado na casa de John Oldman, onde os intervenientes falam uns com os outros, num crescendo de emoção, dúvidas e incertezas sobre tudo o que por eles são certezas e dados adquiridos, criando um ambiente intimista e um pouco melancólico, fantástica a parte em que ele junto à lareira da casa põe uma peça de Bethoveen a tocar aumentando o dramatismo de toda a cena.
Outra particularidade deste filme é que os produtores o puseram acessível a todos para download na internet como forma de divulgação do mesmo.
Adorei este filme, bastante simples visualmente mas com uma estória que nos prende ao ecrã e que nos levanta uma série de dúvidas, recomendo-o a toda a gente.
Pipas


domingo, fevereiro 28, 2010

Para ti P. !!!

Só para dizer que te amo muito apesar das minhas "birras" e "teimosias" não sou nada sem ti...
Amo-te e não te quero perder!!!!
Pipas

sábado, fevereiro 27, 2010

Alice in Wonderland - Tim Burton




Só tenho a dizer: A NÃO PERDER, TIM BURTON NOVAMENTE NO SEU MELHOR!!!

Fiquem bem

Pipas

Centenário da RadioTelegrafia na Marinha

Boas, espero que estejam todos bem, hoje (apesar de há algum tempo não cá vir, por razões de todos vocês conhecidas), resolvi fazer um post sobre mim.
Não é propriamente sobre mim mas sim sobre o que eu faço na vida profissional.
Como é conhecido de todos os que frequentam este blog eu sou militar da Marinha, já fiz vários posts sobre esse assunto em que mostro um pouco da vida de Marinha, desde os exercícios e acções que a Marinha participa, às condições duras e adversas que por vezes passamos no mar.
Apesar disto tudo nunca falei das minhas funções na Marinha.
Todos nós na Marinha temos funções específicas que são identificadas através das especialidades/classes que escolhemos quando nos alistamos.
Dessas especialidades/classes há várias na Marinha, desde Artilheiros, Manobras, Condutores de Máquinas (pessoal que trabalha com motores, não confundir com os condutores de automóveis), Electricistas, Cozinheiros, Padeiros, Fuzileiros, etc. e eu sou especializado em Comunicações, mais propriamente em rádio comunicações ou como vulgarmente conhecido Telegrafista.
A minha especialidade é uma especialidade que (in)felizmente foi extinta e já explico porquê, mas que eu tenho um orgulho enorme de pertencer e foi talvez (ou mesmo de certeza) a razão pela qual eu segui a vida militar e de Marinha.
As comunicações na Marinha antigamente estavam divididas em duas subclasses, os Telegrafistas e os Sinaleiros, sendo os Telegrafistas como atrás referi da parte rádio e os Sinaleiros de sinais, morse luminoso e bandeiras conhecidas como comunicações visuais.
O que tornava tão "especial" a classe de Telegrafista era o morse acústico. Todos nós conhecíamos e conseguiamos decifrar esse código de pontos e traços que para os "leigos" soava a "tirititis"sem nexo e a nós era uma música que formava mensagens, informações e ordens importantíssimas para o desempenho das missões dos navios no mar.
Com a evolução das tecnologias de comunicações (e ainda bem) o morse acústico deixou de ter razão de existir, sendo formalmente extinto nas comunicações comerciais e militares no ano 2000, existindo apenas no radioamadorismo actualmente.
Sendo assim as duas classes de Telegrafistas e Sinaleiros foram extintas e fundidas, tornando-se numa só classe, a de Comunicações.
Naturalmente que nós os das classes antigas, fomo-nos actualizando e continuamos a exercer as nossas funções na área da Rádio, operando sistemas e equipamentos complexos de comunicações tanto em rádio normal como por satélite ou digital.
Naturalmente que eu (e todos os antigos Telegrafistas), sentimos a nostalgia e as saudades do morse acústico que era o orgulho da nossa classe e o que nos tornava tão especiais.
Este post talvez um pouco biografico e lamechas, serve como mote a esta reportagem que dá a conhecer o centenário das primeiras radiocomunicações realizadas pela Marinha e uma exposição alusiva ao tema que se encontra na Casa Da Balança, nas Instalações Centrais de Marinha na Praça do Comércio.
Espero que gostem.


domingo, fevereiro 07, 2010

Os Pontos Negros

Amigos esta é uma das novas bandas Indie Portuguesas, pertencentes ao catálogo dessa editora "fora do comum" que é a Flor Caveira e que a meu ver merece uma atenção especial.
A banda em questão são "Os Pontos Negros", quase meus vizinhos visto serem de Queluz e deixo o vídeo da música mais conhecida deles "Conto de Fadas de Sintra a Lisboa" para apreciarem.
Sugiro também que dêem uma vista de olhos e descubram as outras bandas e intérpretes da Flor Caveira, vale bem a pena.
Fiquem bem.
Pipas