segunda-feira, junho 30, 2008

Outra volta!!!!

Amigos(as), aposto que estão a estranhar a minha ausência aqui neste vosso blog. Mas, infelizmente mais uma vez a minha vida deu outra volta de 180º, desta vez por motivos não da minha vontade mas por causa de terceiros.
Estou novamente sem net em casa, só consigo aceder à mesma esporádicamente no meu trabalho ou quando venho a casa dos meus pais, como é o caso no momento em que escrevo isto.
Está tudo bem comigo, para as mentes mais alarmistas poderem descansar e espero brevemente, resolver este problema e depois regressar em força ao blog.
Beijos e Abraços a todos os meus amigos(as) e leitores deste meu/vosso blog.
Fiquem bem
Pipas

quarta-feira, junho 25, 2008

A Sombra do Vento

Meus amigos, não vou perder tempo a descrever este livro.
Só digo vos digo que "A Sombra do Vento", é um dos poucos livros que me comoveram ao ponto de quase chorar.
Li-o quase de uma acentada, em 3 dias, não foi em menos porque infelizmente temos de dormir algumas horas.
Recomendo-o a todos, uma história fabulosa que nos prende da primeira à última página.
Fiquem bem
Pipas

quarta-feira, junho 18, 2008

Bruno Borralhinho + Ensemble Mediterrain

Olá amigos(as), deixo-vos 3 vídeos de um trio de música erudita, o Ensemble Mediterrain, que conta com a presença de um dos mais talentosos violoncelistas Portugueses da actualidade, que se chama Bruno Borralhinho. Para além de Borralhinho no violoncelo, o Ensemble Mediterrain é constituido também por: Laura Ruiz Ferreres, no clarinete e Dunja Robotti, no piano.
Espero que gostem, apesar de não ser muito habitual divulgar este tipo de música no blog, eu adoro música erudita e acho que merece toda a divulgação ainda mais se é interpretada por bons músicos nacionais.






segunda-feira, junho 16, 2008

Um poema por dia


the rose
is dying the
lips of an old man murder

the petals
hush
mysteriously
invisible mourners move
with prose faces and sobbing,garments
The symbol of the rose

montionless
with grieving feet and
wings
mounts

against the margins of steep song
a stallion sweetness ,the

lips of an old man murder

the petals.


a rosa
está a morrer os
lábios de um homem velho assassinam

as pétalas
silenciosos
misteriosamente
invisíveis pranteadores movem-se
com os prosaicos rostos e soluçantes,trajes
O símbolo da rosa

imóvel
com dolorosos pés e
asas
eleva-se

contra as margens do escarpado verso
uma doçura animal ,os

lábios de um homem velho assassinam

as pétalas.

E. E. Cummings

Tradução: Cecília Rego Pinheiro

"The Rime of the Ancyent Marinere - A Balada do Velho Marinheiro"




THE RIME OF THE ANCYENT MARINERE IN SEVEN PARTS

The wedding-guest he beat his breast
Yet he cannot chuse but hear:
And thus spake on that ancyent Man,
The bright-eyed Marinere.
Listen Stranger! Storm and Wind,
A Wind and Tempest strong!
For days and weeks it play'd us freaks
Like Chaff we drove along.
Listen Stranger! Mist and Snow,
And it grew wond'rous cauld:
And Ice mast-hight came floating by
As green as Emerauld.
And thro' the drifts the snowy clifts
Did send a dismal sheen;
Ne shapes of men ne beasts we ken
The ice was all between.


A BALADA DO VELHO MARINHEIRO EM SETE PARTES

O ouvinte contrafeito aqui bateu no peito,
Mas é forçado a ouvir;
E sua fala prossegue o Marinheiro antigo
De olhar a refulgir.
"E eis que colheu os navegantes a borrasca,
Tirânica e violenta;
Veio nas asas da surpresa, e o nosso barco
Para sul afugenta.
Pendiam os seus mastros, mergulhava a proa...
Como quem, a dar gritos e golpes em perigo,
Persegue e pisa a sombra do inimigo,
Curva à frente a cabeça,
O barco assim se evade; e ruge a tempestade
Que ao sul nos arremessa.
E de repente nos envolvem névoa e neve,
Com um frio assassino;
E, alto de um mastro ao vê-lo, flutuava gelo
De um verde esmeraldino.
E, entre os blocos errantes, penhas alvejantes
Dão espectral fulgor;
Homens não vemos e animais que conhecemos...
Só há gelo ao redor.

Continua...

sábado, junho 14, 2008

Eugenio de Andrade 3 anos de saudades!


Ontem referi os 120 anos do nascimento do Mestre Pessoa.
Mas ontem fez igualmente 3 anos que outro dos grandes poetas Portugueses nos deixou.
Eugénio De Andrade deixou-nos no dia 13 de Junho de 2005, deixando assim mais pobre o universo literário e cultural Português.
Aqui fica também a minha homenagem a esse grande poeta.

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

"The Rime of the Ancyent Marinere - A Balada do Velho Marinheiro"



THE RIME OF THE ANCYENT MARINERE IN SEVEN PARTS

The Ship was cheer'd, the Harbour clear'd
Merrily did we drop
Below the Kirk, below the Hill,
Below the light-house top.
The Sun come up upon the left,
Out of the Sea came he:
And he shone bright, and on the right
Went down into the Sea.
Higher and higher every day,
Till over the mast at noon
The wedding-guest here beat his breast,
For he heard the loud bassoon.
The Bride hath pac'd into the Hall,
Red as a rose is she;
Nodding their heads before her goes
The merry Minstralsy.


A BALADA DO VELHO MARINHEIRO EM SETE PARTES

"O navio foi saudado, o porto evacuado;
Equipagem radiante,
Passamos sob a igreja, sob o promontório,
Sob o farol adiante.
À nossa esquerda então o sol se levantava,
Do mar a se elevar;
Era um claro esplendor... Depois ia se pôr
À direita no mar.
Sempre, sempre mais alto, até que sobre o mastro
Pairava ao meio-dia..."
O Ouvinte contrafeito aqui bateu no peito:
O alto fagote ouvia.
Agora a noiva já ingressada no salão,
Rubor rosa tem;
A inclinar as cabeças, menestréis alegres
À sua frente vêm.

Continua...

sexta-feira, junho 13, 2008

Parabéns Fernando

Parabéns Mestre!!
Fernando Pessoa, o nosso maior poeta, se ainda fosse vivo, faria hoje 120 anos de idade.
Não me vou alongar aqui a contar a vida e obra de Pessoa, visto toda a gente a conhecer.
Vim apenas deixar aqui o meu pequeno contributo e homenagem ao grande Mestre.
Parabéns!!!!!!!


O QUINTO IMPÉRIO

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz
Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,
Europa - os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?