quarta-feira, maio 14, 2008

Israel 60 anos de guerra e polémica


Faz hoje 60 anos que o estado de Israel foi criado.
Israel, estado criado em 1948, no rescaldo da 2ª guerra mundial, está envolto em polémica e contradição até aos dias de hoje e infelizmente não se avizinham melhores dias.
Com o final da 2ª guerra mundial, e respectivo holocausto, os Judeus fartos de serem perseguidos e massacrados, iniciaram uma migração para a zona da Palestina, no médio oriente, entre o Egipto, Síria, Líbano e Jordânia, que na altura era um protectorado Britânico desde 1920, mas que para os Judeus, era a sua terra Natal, de onde são originárias as 1ªs tribos que originaram o estado de Israel da antiguidade, destruido pelos Romanos.
Apesar da forte resistência Inglesa e Árabe, os Judeus aos poucos foram-se infiltrando na zona e iniciaram uma guerra de guerrilha contra os Ingleses e Árabes.
A Inglaterra, entregou a governação da Palestina à O.N.U., que decidiu criar dois estados independentes na zona, um Judaico e outro Árabe.
Esta decisão foi aceite pela maioria dos Judeus, apesar de não concordarem inteiramente com a divisão geográfica, mas foi recusada pela liga Árabe, que era contra a criação do estado Judáico.
Iniciou-se uma guerra entre Judeus e Árabes, em que os Árabes foram derrotados, dando origem logo de seguida à declaração de independencia e criação do estado de Israel no dia 14 de Maio de 1948.
Desde aí, nunca mais houve Paz na região, havendo diversas guerras entre Israel e os restantes estados Árabes da zona, sendo as principais a dos “6 dias” e a do “Yom kippur”, que levou à anexação de territórios Palestinianos, Sírios, Libaneses e Egípcios por parte de Israel, contribuindo ainda mais para a rivalidade entre Judeus e Árabes.
Para além da guerra com exércitos regulares, Israel sofre também uma guerra de “Intifada” com os Palestinianos e mais recentemente ataques terroristas, alguns deles suicidas, que origina a respectiva retaliação por parte de Israel, provocando um clima de “guerra civil” entre Israel e os Palestinianos, levando mesmo à construção de um muro, como o de Berlim, que separa os territórios Palestinianos dos territórios Judeus.
Na década de 90, ainda houve uma aproximação entre Israel e os Palestinianos, sendo inclusivamente criado o estado Palestiniano, gerido por Palestinianos, mas em 2000, tudo voltou ao princípio e iniciou-se a “2ª Intifada”
Naturalmente, quem sofre com isto são as pessoas inocentes e mais fracas, neste caso os civis nomeadamente os Palestinianos que ficam isolados do mundo quando Israel fecha as fronteiras, como aconteceu recentemente, em que ficaram sem acesso aos bens essenciais e energia, dando origem a uma crise humanitária.
Apesar de todo este clima de guerra que dura há 60 anos, o estado de Israel, cresceu e tornou-se um dos mais prósperos do mundo, com um regime democrático (apesar da descriminação entre Israelitas Árabes e Judeus), com uma economia estável e de forte crescimento.
Israel também é um dos países que mais investe no conhecimento científico, tendo diversos cientistas premiados com o Prémio Nobel e outros reconhecimentos.
Mesmo com a política practicada em relação à Palestina, temos de “tirar o chapéu” aos Judeus, que conseguiram criar um Estado/País, dos mais evoluidos, onde antes só existia deserto.
Pena que os radicalismos e divergencias históricas, políticas e religiosas, sejam superiores ao bom senso e inteligência, não permitindo uma existência pacífica e conjunta entre Palestinianos e Judeus.
Fiquem bem.
Pipas

2 comentários:

Paracletus disse...

Tantos os judeus como os árabes têm culpa da situação que se vive na Palestina, pois há bastante intolerância em ambos os lados.
Todavia, é de lamentar o aproveitamento político do conflito pelos radicais islâmicos, os quais instilam na população árabe um grande ódio a Israel e ao povo judeu.
Enquanto o Hamas e os seus aliados fundamentalistas (Irão, Hezzbolah, Al-Qaeda e afins) não reconhecerem a existência do Estado de Israel, será impossível haver uma coexistência pacífica na zona, pois tanto judeus como árabes têm direito a viver em paz na Palestina.

arco-íris negro disse...

Excelente sinopse...
Bem, esta novela é até ao Armageddon...lololol