quinta-feira, maio 29, 2008

Bombas...


Boa tarde amigos(as), hoje foi acordado por cerca de 100 países num encontro na Irlanda, o fim da utilização e produção das chamadas "bombas de fragmentação".
Estas bombas, são compostas por um número grande de pequenas bombas, tipo "granada de mão", que saltam da bomba que lhes serve de transporte antes dela atingir o chão, causando uma grande destruição e morte na área por elas atingida, muito útil para ataques a grupos grandes de soldados, colunas de veículos, etc.
Naturalmente que, militarmente estas bombas, são de grande interesse estratégico, é uma forma barata e rápida de provocar grandes estragos e destabilização nas acções e no pessoal inimigo.
O grande problema destas bombas, apesar de toda a destruição que causam entre os soldados, é que muitas destas "pequenas" bombas", não explodem no momento que caiem, criando autênticos "campos minados", que causam uma grande mortandade entre a sociedade civil, especialmente nas crianças, que com a sua curiosidade natural, sofrem ferimentos e mortes muito facilmente.
Infelizmente, nesse lote de países, os grandes poderes bélicos não estão lá!
Ou seja: os Estados Unidos, a Rússia, Israel, entre outros, não assinaram o acordo e vão continuar a produzir e a utilizar esse tipo de armamento, justificando-se com as ameaças e com os conflitos que estão sujeitos, e com o que não disseram, mas que todos sabemos, os lucros fáceis que têm com a venda desse tipo de armamento.
É triste, porque são esses países que deveriam dar o exemplo, há muita maneira de fazer guerra e com os milhões que são gastos nessa indústria por eles, já é altura de a guerra começar a ser mais "limpa", coisa que inclusivé é por eles apregoada aos céus, mas que não é cumprida...
Espero que esses países ganhem consciência e que ratifiquem também o tratado brevemente, para bem de toda a humanidade.
Fiquem bem.
Pipas


2 comentários:

Paracletus disse...

Congratulo-me pelo esforço que muitos países têm feito no sentido de banirem certo tipo de explosivos militares, nomeadamente as minas anti-pessoal, as bombas de napalm e agora as de fragmentação. Mas lamento que os países que as produzem e comercializam massivamente estejam constantemente a sabotar esse objectivo.
Normalmente os grandes clientes desses países produtores são as forças armadas dos estados do Terceiro Mundo, que não têm escrúpulos em usar esse tipo de arma.
Uma das bases do capitalismo é a indústria bélica, por isso enquanto houver conflitos militares pelo mundo fora, ela estará sempre salvaguardada...

arco-íris negro disse...

Estes acordos pra mim são grandes anedotas...Como o de Quioto.
E achas que os turras deste Mundo iriam assinar? Ainda acreditas em contos de fadas, pipas...?