quinta-feira, maio 15, 2008

"O Pintor de Batalhas"



Boas tardes amigos(as), recentemente terminei de ler um livro do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, que se chama “O Pintor de Batalhas”.
Arturo Pérez-Reverte, é um dos escritores espanhóis mais bem cotados da actualidade, ex-jornalista, que após de cerca 20 anos de actividade, a cobrir os grandes conflitos, decidiu tornar-se escritor.
Com imenso talento e criatividade, Arturo Pérez-Reverte, tem publicado uma série de livros, principalmente na área do romance histórico, com um enorme sucesso em Espanha e no resto do mundo, considerado já por alguns, como o Alexandre Dumas da actualidade, através da sua série “Capitão Alatriste”, personagem lendária da espanha do séc. XVII.
O livro sobre o qual vos vou falar, não é nenhum dos seus romances históricos, mas um livro sobre a actualidade, sobre o Homem, os seus conflitos, amores e desespero.
A personagem principal, Faulques, fotojornalista de guerra, ao fim de 30 anos de carreira a cobrir todos os grandes conflitos mundiais, desde as guerras em África, Líbano, Iraque e ex-Jugoslávia, decide retirar-se para uma cidade no sul de Espanha junto ao mediterraneo, comprando uma antiga torre de vigia medieval e nela decide pintar um mural em que quer representar tudo o que sentiu, viu e viveu durante esses anos todos em que assistiu às desgraças e maldades do Homem, como forma de expiação.
Faulques, entretanto vai receber a visita, de um “fantasma” do passado, Markovic, ex-soldado Croata que foi fotografado por ele durante a guerra da ex-Jugoslávia. Essa fotografia que foi capa de revistas e um sucesso mundial, originou a violação, tortura e morte da sua mulher e filho por parte dos Sérvios.
Markovic, quer matar Faulques como vingança e com isso vai provocar, uma série de flashbacks ao passado de Faulques, fazendo-o recordar tudo o que passou ao longo da sua vida e principalmente o seu amor por Olvido, mulher talentosa, de família rica, ex-modelo e historiadora de arte, que se torna igualmente fotógrafa acompanhando-o nas diversas guerras, acabando por morrer na Croácia, ao pisar uma mina.
É uma história intensa, de escrita fácil e intuitiva, em que mistura a natureza do Homem, o amor, a maldade, com a arte, fazendo a descrição de vários quadros e técnicas de pintura e com a fotografia.
É um livro que se lê muito bem, não muito grande e que nos faz pensar, em como o Homem por vezes se consegue transformar num ser sem escrúpulos e despojado de sentimentos em relação ao seu semelhante.
Aconselho-o a todos lerem.
Fiquem bem
Pipas

3 comentários:

Brown Eyes disse...

A tua descrição deixou-me completamente fascinada. Fará parte da minha biblioteca mais esta tua sugestão.

Obrigada
BE

Paracletus disse...

Por acaso sou um apreciador das obras desse escritor.
A descrição que fazes do livro é empolgante, por isso, assim que puder, tenciono comprá-lo e lê-lo.
Obrigado pela dica!

arco-íris negro disse...

Eu li o Clube de Dumas e adorei...recomendo.
Esse sr está lá, é verdade...
Assino por baixo...