segunda-feira, maio 19, 2008

"Viagens no Scriptorium"

Boas tardes amigos(as), há uns dias falei-vos do livro "O Pintor de Batalhas" do Arturo Pérez-Reverte, e hoje venho falar de outro que entretanto terminei de ler e que como já se aperceberam chama-se "Viagens no Scriptorium", da autoria de Paul Auster.
Paul Auster, é (para mim), um dos maiores escritores Norte-Americanos da actualidade, com uma série de livros já editados por todo o mundo.
Paul Auster para além de escritor, também já se aventurou no cinema, escrevendo argumentos e realizando dois filmes, "Lulu on the Bridge" (1998) e mais recentemente "A Vida interior de Martin Frost" (2006) cujas filmagens decorreram em Portugal.
A escrita de Paul Auster, debruçasse sobre o quotidiano, sobre as questões que nos são postas durante o nosso dia a dia, as nossas decisões e nas relações entre pessoas.
Este livro é um pouco diferente dos outros que escreveu, foca-se apenas numa pessoa, "Mr. Blank", indivíduo de idade incerta, entre os 50 e 70, que se encontra num quarto, apenas com uma porta, uma janela, uma cama, uma secretária e uma cadeira, sem saber se está preso ou não, se está num hospital, ou se está doente. Apenas tem um monte de fotografias e de papéis em cima da secretária, a partir daí ele vai tentar descobrir aos poucos, qual a razão da sua clausura, através dos contactos que vai estabelecendo com as pessoas que entram no quarto.
Outra das características da escrita de Paul Auster, são histórias dentro de outras histórias, o que também acontece aqui, onde decorre uma história paralela, incompleta na parte que é lida por Mr. Blank nesses mesmos papéis que estavam na secretária e depois concluida por ele, como parte do seu "tratamento".
Este livro, é um livro intimista, chegando mesmo a ser metafísico, sendo apontado por muitos críticos como um desabafo e expiação de Paul Auster, sobre a sua própria obra literária.
É um livro pequeno, com pouco mais de 100 páginas, com uma escrita simples e fluida, como é habitual em Auster, sendo a história principal interpolada pela história paralela, o que torna ainda mais engraçada a leitura deste livro.
Pessoalmente já li livros melhor dele, mas este considero-o diferente, por isso aconselho a sua leitura.
Fiquem bem
Pipas

2 comentários:

arco-íris negro disse...

já conheço este autor e esta obra. mas ainda não li :)

bom ler a tua opinião*

Paracletus disse...

Faço minhas as palavras da Arco-íris negro...